Monthly Archives: Setembro 2013

Pack your bags!!

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Como qualquer mulher que já viajou sabe bem, fazer malas não é tarefa fácil. Ainda que sejam apenas dois ou três dias fora de casa, qualquer mulher leva, pelo menos, duas opções para cada situação possível – e imaginada – o que faz com que acabemos por levar uma mala de porão, três sacos e uma mala de mão gigantesca, “just in case”. Com alguns anos de experiência em cima, fui aprendendo a dar vários usos à mesma peça de roupa e a editar, editar, e editar ainda mais os essenciais de viagem, de forma a minimizar o peso – e a chatice – de arrastar tralha para o outro lado do oceano, só para a deixar sossegadinha, no fundo da mala, sem a usar. Assim sendo, deixo algumas dicas úteis, que podem servir para ajudar as mais destreinadas nas próximas viagens.

1. Verificar o tempo no local de destino. Se a diferença entre cá e lá for muito grande (frio,calor, frio), sair de casa com várias camadas leves, e um casaco de meia estação. Não temos frio e as ditas camadas podem ser coordenadas no destino, para construir diferentes opções. Bónus? Não ocupam espaço na mala. 😉

2. Levar sempre, pelos menos, 2 pares de sapatos e calças (tudo o resto, pelo menos 3). Nada estraga tanto uma viagem como um par de calças sujo no avião, e não ter opção de troca.

3. Optar por cores neutras, que conjugam bem entre si: azul-escuro, preto, branco, beges, cinzas. Um ou dois apontamentos de cor serão suficientes para alegrar os coordenados. Em destinos quentes, seguir a mesma regra mas em tons caqui, azul-turquesa, riscas náuticas e muito branco.

3.a. Para onde quer que vão, levem um blazer e uma pashmina. Sempre. Dão com tudo e conferem um ar arranjado a qualquer coordenado. Não se vão arrepender. Mesmo.

4. Embalem os sapatos em sacos, aos pares ou individualmente, para não sujar as restantes peças. Se tiverem espaço dentro deles (no cano das botas, por exemplo), enfiar lá meias ou saquinhos com acessórios (pulseiras, brincos, o carregador de telemóvel), por forma a poupar espaço e a não alterar a sua forma.

5. Enrolem o máximo de peças que consigam. Ocupam menos espaço e não se amarrotam tanto – prometo! Se levam calças mais delicadas, difíceis de enrolar, coloquem-nas abertas no fundo da mala, as peças mais pesadas por cima, as mais leves a seguir, e depois dobrem as pontas por cima do monte. Desta forma, não vão ficar marcadas. O mesmo é válido para vestidos e casacos.

6. Encham espaços vazios com roupa interior, pequenas bolsas ou sapatos. A bolsa de toilette e uma muda de roupa interior deve sempre ir na mala de mão. E usem sacos transparentes para colocar os líquidos, não só por causa da segurança no aeroporto, mas também porque há frascos que vertem – e  chegar a Londres com champô nas meias não é nada agradável – true story!

7. Não levem a mala totalmente cheia: pensem nas compras que vão – inevitavelmente – fazer! Por segurança, podem sempre levar um saco dobrável, pronto a ser usado no regresso, com roupa suja ou sapatos.

E divirtam-se, porque é para isso que servem as viagens!!

Até já!

Créditos: todas as peças – semelhantes às que pretendo levar para Paris – são do Net-a-Porter.

 

 

Paris, ma cherie…

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Uma lista de essenciais para um look "parisian-chic"!

Uma lista de essenciais para um look “parisian-chic”!

Para a viagem de lua-de-mel, escolhemos o destino clássico dos românticos: a cidade das luzes. A ideia surgiu cedo, uma vez que ambos já lá estivemos, mas há muitos anos atrás, e com poucas memórias. Desde aí temos vindo a rever alguma informação que já tínhamos, adquirindo muita mais e a ler muito sobre a cidade. Foram sobretudo dois os livros que inspiraram o meu roteiro (ainda em aberto, de forma a ser flexível aos humores dos viajantes e do clima): “Parisian Chic“, o guia de estilo de Ines de la Fressange, ex-modelo e uma das mais cool it-girls francesas; e “Hidden Gardens of Paris“, de Susan Cahill, uma escritora americana que se apaixonou por Paris, e aí vive alguns meses por ano. Juntando ambos, fiquei com uma enorme lista de parques bucólicos (o Jardin du Luxembourg) e jardins românticos, museus (d’Orsay ou Marmottan Monet), cafés (Le Café de Flore), lojas imperdíveis (como a Soeur ou o Le Bon Marché) e livrarias (a Galignani), avenidas, pontes e ruas por onde vale a pena passear com o nosso mais-que-tudo.

Primeiro problema? Levar uma pequena mala de cabine – onde é que eu vou meter as compras? Ainda por cima com a semana da moda de Paris a decorrer, vamos concerteza dar de caras com a fashion crowd!

Segundo problema? Só ter uma semana!  É certo e sabido que teremos de repetir…  🙂

Até já!

Copycats

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Sapatos rasos, na Zara

Sapatos rasos, €49,95, na Zara

Sobre o tema da fast fashion – moda rápida – já muito se escreveu, debateu, e opinou. Não vou, por isso, trazer aqui mais uma dissertação sobre a indústria da moda, sobre o que é ou não ecológico, economicamente viável ou justo, se é um fenómeno das marcas mais comerciais (Zara, Mago, Gap, TopShop e afins), ou se a pressão de produzir novidades já atingiu a moda de luxo (afinal, passámos de 2 a 4 coleções por ano).

E, sobre esta discussão, vem outra: a da inspiração vs cópia. Onde está a linha entre uma coisa e outra? No uso de uma outra cor, outro material, formas ligeiramente diferentes? As tachas que a Burberry começou a usar há duas coleções atrás e que apareceram em todo o lado: inspiração? As ferragens em pirâmide nos sapatos Valentino que toda as bloggers amam, que surgem com cristais arredondados nos sapatos da Zara desta estação: cópia? Os ténis de plataforma de Isabel Marant que se disseminaram por marcas como a Ash, Marc by Marc Jacobs, e em variadíssimas versões comerciais: inspiração? As sweatshirts da Kenzo em neoprene ou algodão – as do tigre – que apareceram um pouco por toda a parte, incluindo várias versões na Asos: inspiração/cópia? Digam-me vocês.

Sendo pessoa familiarizada com as verdadeiras imitações, como as dos chineses e das feiras – “Ó freguesa, camisola Lacosta a 10 eurios. 10 eurios!!” – não me parece que o que as marcas comerciais fazem seja  imitação. Encaro-o até como uma homenagem às peças mais procuradas da estação, e aos seus designers. Concedo que, para alguns, a aproximação possa ser… hummm… excessiva? Mas sendo que muito poucas pessoas têm capacidade financeira de comprar no Net-a-Porter (mesmo em outlet, algumas peças chegam a custar 4 ordenados mínimos), o que a Zara faz não será também um papel social, de tornar a arte acessível, de permitir que muitos mais se possam exprimir individualmente através do que vestem? No fundo, não será um pouco a democratização da moda? Eu não posso ter um Monet em casa, ou um Turner (pintores impressionistas, os meus favoritos) mas posso comprar cópias impressas dos seus trabalhos, pendurá-los na parede e olhar para elas. E sorrir com a imagem de imenso campo de papoilas ao sol. E ser um bocadinho mais feliz.

Sapatos Valentino, no Net-a-Porter

Sapatos Valentino, €610, no Net-a-Porter

Até já!

Faltam poucos dias!

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O grande dia está perto e não há muito tempo para dar as novidades da semana da moda de Londres – diz que as coleções da Burberry e Tom Ford são de suster a respiração: uma colorida e fresca, cheia de renda; a outra sensual e noturna, cheia de peles e lantejoulas. Mas não há tempo para tudo e posso sempre ver mais tarde todos os looks que perdi no Style.com, tal como vós. No entanto, se são daquelas que não podem mesmo esperar, e desejam mais imediatismo, é seguir o Instagram da Elle UK – aquelas meninas estão em todas! Para a semana, prometo imagens bonitas, mas até lá deixo mais um conjunto de inspirações, e o croqui do MARAVILHOSO vestido de noiva, entregue nas competentes “mãos de fada” da Pureza Mello Breyner.

Até já!