Monthly Archives: Junho 2014

A capa pela qual esperávamos!

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Lupita Nyong'O na Vogue EUA

Lupita Nyong’O na Vogue EUA

A atriz de ascendência queniana, recém-chegada a Hollywood, foi rápida a conseguir a sua primeira capa da Vogue americana. Pudera, com as escolhas de red carpet que fez desde Janeiro, passou de novata do cinema a ícone de estilo (tirando o furo do baile do Met) num instante. E ela própria se sentiu arrastada no turbilhão da mudança, como afirma na entrevista que faz parte da edição de Agosto da revista de referência das fashionistas. Para conferir online ou numa loja de revistas da especialidade. Aproveitem e vejam as restantes fotos, captadas pela lente de Mikael Jansson, em Marraquexe. Valem bem a pena!

Até já!

Tenho o mundo ao contrário…

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A menina Kardashian casou em Givenchy, by Ricardo Tischy. E a foto bateu recordes no Instagram....

A menina Kardashian casou em Givenchy, by Ricardo Tisci. E a foto bateu recordes no Instagram….

Fico ausente por 2 semanas – trabalho, trabalho, trabalho – e, de repente, o mundo desaba: a Kim Kardashian casa em Itália com um vestido GIRO (ok, em cima faz lembrar um babete, mas só um bocadinho), e a Rihanna recebe um PRÉMIO de ícone da moda vestida com rede de pesca brilhante?? Com o peito de fora???

Mas a sério, ela e a Miley estão a entrar na menopausa e não conseguem manter-se vestidas? Ah, e bla, bla, fashion statement, bla bla bla, liberdade artística, bla bla bla… O tanas! Querem é aparecer! Querem fazer capas, likes e retweets, vender revistas, e tudo o que movimenta os media digitais. Ganhar dinheiro. E os totós vão na cantiga. Lembram-se do videoclip do Robbie Williams “Rock DJ“? Chamar a atenção era fundamental, era preciso ter a “Babylon back in business“… Quando chegou à roupa interior felina, e isso não chegou, arrancou a pele (de forma digital). E ainda assim não foi suficiente.

Metáforas à parte, quando é que vamos parar de vulgarizar o corpo das mulheres? Cada qual mostra a quantidade de pele que entende, em qualquer idade (José Cid é disso exemplo), mas chega a um ponto que nos tornamos insensíveis a gestos como este. Tornam-se comuns, quase lixo. E não há fashion statement possível no lixo (a não ser que sejam fãs da personagem “Jaquina”, do tio Herman).

 

A visada diz que a sua forma de vestir é um mecanismo de defesa: podem ser melhores que eu, mas o vosso fato não é o melhor. Estranho raciocínio, dado que a nudez da qual ela gosta tanto é uma forma de exposição tão pessoal como nenhuma outra. E se as suas formas não fossem tão elegantes, tão trabalhadas, será que se despia da mesma maneira? Qual é realmente a mensagem aqui: tenham orgulho do vosso corpo? Ou: tenho orgulho do MEU corpo? Reconheço, no entanto, que é preciso ter cojones para uma coisa: receber um prémio das mãos de Anna Wintour completamente nua (exceto tanga e turbante) não é para qualquer rapariga. E só por isso, aqui fica a imagem.

Rihanna, como veio ao mundo... mais ou menos.

Rihanna, como veio ao mundo… mais ou menos.

Sabem o que é giro, mesmo? O tipo de vestido não é original. Já foi feito imensas vezes, mas forrado. E ficaria milhões de vezes mais elegante, igualmente com direito a posts e shares. É pena que tenha optado por isto…

Até já!