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Pela fresca

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Por muito que o sol brilhe, as temperaturas ainda não estão assim tão altas para dispensar um agasalho. Convenhamos que, a partir das 18h, quando o vento se levanta, dá um jeitaço ter qualquer coisa gira, confortável – e quente – à mão. De preferência, que possa dar um up em qualquer conjunto básico, levando-nos do dia para a noite (o que, no meu caso, só acontece uma vez por ano). 😉

Ultimamente, parece que as lantejoulas se infiltraram um pouco por todo o lado, incluindo nos casacos. E apesar de ser um bocadinho tcharam! para o meu gosto, o facto é que, bem equilibrados, os bordados com estes pedacinhos de plástico brilhantes podem ser um regalo para os olhos, e um bom início de conversa.

Até já!

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De baldes e malas…

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Uma das tendências da próxima estação em termos de malas são as bucket bags – ou malas em forma de balde – que regressam em força, e desta vez trazem consigo cores vibrantes e padrões étnicos. Embora eu continue a apostar nos clássicos, como as Mansur Gavriel ou  Lacoste, por apresentarem maior qualidade de materiais (e preços a condizer), as grandes marcas como a Zara ou a TopShop também oferecem versões simpáticas – e a preços bem mais acessíveis. E, apesar de não ter encontrado imagem online, a Mango também tem uma versão da estação passada, que poderão encontrar em espaços outlet. Com tantas opções, só resta escolher!

Até já!

Tuesday (on monday) cravings

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Nova campanha da Mango SS14. Esta já cá canta ( a sweatshirt NYC, não a Daria...)

Nova campanha da Mango SS14. Esta já cá canta (a sweatshirt “NYC”, não a Daria…)

Uma pequena confissão: até há pouco tempo, a única sweatshirt que possuía era herdada do meu irmão, tamanho XL. Azul navy, da Levis, usada para as aulas de Educação Física (com calções curtos, só se viam as pernas) e, mais recentemente, como pijama. Com a recente tendência desportiva, estas peças começaram a aparecer nas passerelles, em versões enfeitadas com jóias ou tachas, de neoprene, e até rasgadas! As marcas comerciais rapidamente apanharam o comboio, e lançaram as suas versões, mas eu não sou de enfeites, tecidos pouco respiráveis ou florais tipo “sofá da avó”… e por isso, nenhuma me agradava. Fiquei-me por versões mais leves, boas para as sobreposições, mas não exatamente quentes. Até que, recentemente, a cidade se encheu de MUPIs com a Daria Werbowy na praia, com ar despenteado e casual, de jeans brancas rasgadas (check!) e sweat cinza, com ar confortável. Hoje, passei pela Mango, e ela lá estava, a €9,99. Tamanho S, bem-vindo a casa!

Até já!

Xeque-mate!

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As carteiras "it" do momento - "Boy", da Chanel - fotografadas por Tommy Ton, em Paris, acompanhadas por uma camisa xadrez

Carteiras Chanel – fotografadas por Tommy Ton, em Paris – acompanhadas por uma camisa de flanela xadrez

Há uns anos atrás estive na Escócia – viagem de comboio desde Londres, pela costa, estadia em Edimburgo por uns dias, visita relâmpago a Glasgow – e adorei cada segundinho. O verde das ilhas britânicas, a simpatia das pessoas, o respeito – quase obsessivo – pela natureza e pela paisagem, os edifícios históricos perfeitamente integrados na modernidade dos dias de hoje, a calma e a limpeza das ruas, são todas boas razões para uma visita. O facto de terem mau tempo durante a maior parte do ano não os desanima, e assim que alguns raios de sol penetram as nuvens, é vê-los rumar aos parques e jardins, estender toalhas e mantas, e espraiar-se na relva, quais plantas tropicais em furioso processo de fotossíntese. Sempre que viajo para a velha Albion, seja em Junho ou Novembro, levo casacos de malha, gabardine, chapéu de tweed e gorro, porque nunca se sabe o que nos espera em termos de meteorologia. Ou melhor, sei: frio. E chuva. E frio com chuva. Por isso mesmo, faz-me muita confusão – friorenta que sou – a resistência dos nativos: é vê-las no metro, às sextas e sábados à noite, de salto agulha e vestido mini, bem decotado, prontas para as saídas noturnas. Eu, por outro lado, pareço pronta para enfrentar as neves Siberianas, com 3 camadas de roupa em cima, e botas. Mais o cachecol, do qual nunca me separo. Mas estou a fugir ao assunto… já adivinharam qual é?

casaco Zara

Casaco Zara

Se houve memória que guardei desta viagem com especial carinho foi a visita a um museu que recria todo o processo de fabrico dos mundialmente famosos tecidos tartans, em lã escocesa, e à loja anexa, onde milhares de padrões podiam ser escolhidos para as mais variadas peças: havia inclusivamente um tartan especial, em homenagem à falecida princesa Diana de Gales. Reza a história que cada um dos antigos clãs desta nação tinha o seu padrão próprio, para se distinguir em tempos de conflito; existem até livros sobre o assunto, que determinam os padrões de cada família, mas parece que não há fundo de verdade nesta informação, refutada pelo eminente escritor Sir Walter Scott, profundo conhecedor da história da nação escocesa. Apesar disso, desde o século XIX que os tartans viraram moda, sendo usados com orgulho por todos os que carregam consigo a herança genética do país, e deram ao mundo a inspiração necessária para os mais variados padrões de xadrez, em lã, algodão ou fibras sintéticas, aplicados em todo o tipo de vestuário. Neste inverno, continuam por aí em força, e dão o mote para combinações originais de glam-grunge, com uma pitada de colegial e travo a anos 90. Quem tem saudades?

Até já!