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Running…

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leggins 1

Conjunto Oysho – coleção SS16

Há uns anos atrás, diz que a moda pegou e os portugueses começaram a mexer-se mais. Devagarinho, depressa, com objetivos ambiciosos ou – só – para ter uma desculpa para sair de casa, calçaram os ténis que usavam para passear nos centros comerciais ao fim-de-semana (!) e foram para a rua correr. Os ginásios correram atrás do prejuízo, adaptando-se à nova realidade “low-cost”, e passaram a haver aulas de quase tudo, misturaram-se os estilos e as artes, mas ainda assim o exercício físico saiu à rua. Sim, a crise teve alguma coisa a ver com o assunto, mas acredito que teve muito mais influência a necessidade de combater o sedentarismo, promover o envelhecimento ativo e os estilos de vida mais saudáveis. Foi só uma questão de timing

Nesta “revolução fit” os mais velhos começaram a fazer caminhadas, os de meia idade a correr a maratona e os mais novos a fazer jogging, e é vê-los nos jardins, passeios e estradas deste país, rumo à melhor marca pessoal, à clareza de espírito e, inevitavelmente, à melhor forma física. Com a evolução deste mercado, as marcas não podiam deixar os créditos (e os lucros) por mãos alheias: as calças de fato-de-treino que se usavam para dormir e pintar a sala já não serviam, havia que dar resposta aos diferentes tipos de corpos, às corridas à chuva, aos pés que se descobriam “pronadores” ou “supinadores”. Nesta nova era, a Decathlon invade o interior; onde há um Continente, uma Sportzone aparece a acompanhar. Algumas marcas de roupa feminina de maior consumo – H&M, Primark, Mango, Oysho – massificam o sportswear e competem diretamente com as marcas desportivas que, até à data, detinham o exclusivo do mercado e, convenhamos, cobravam balúrdios por peças que não valiam o preço na etiqueta. Na maior parte das vezes feias como o raio – eram mesmo – e sem nenhuma noção do que é confortável num corpo feminino. Do que é bonito. Do que é – vá – sexy. E não, não é para os gajos que nos vestimos; é para nós e para as outras se roerem de inveja. True!

Para a metade feminina do planeta surgem tecidos elásticos, transpiráveis, confortáveis, leggins de vários comprimentos, tops com vários graus de sustentação, tecidos fluidos para os exercícios mais brandos, padrões mais atrevidos para quem quer ser (bem) vista. O rosa-choque entra no mundo do desporto sem pudores, e vem para ficar. E a moda acompanha a tendência, com inúmeras colaborações entre as grandes marcas e designers estabelecidos, havendo mesmo linhas que se mantêm – olá Stella McCartney x Adidas!

Recentemente, voltei a desfrutar de um gosto antigo, que abandonei durante muitos anos: a corrida. Comecei por comprar os ténis, uma t-shirt nos saldos, umas leggins com um preço simpático. Fiz a loucura de me inscrever numa corrida de 10km sem expectativas, só queria acabar; não parei, fui devagarinho e acabei com gente atrás de mim. À chuva, ainda por cima. Há lá coisa melhor? Por isso, seja qual for a vossa opção desportiva, levantem-se e comecem. Hoje (ok, pode ser amanhã). De preferência com fatiota janota. Vão ver que se vão sentir muito melhor.

Até já!

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