Monthly Archives: Janeiro 2014

Mas não pára de chover?

Padrão

Todos os santos dias levo a minha B. à escola, a pé. Como uma normal criança de 3 anos, qualquer coisinha a desvia do percurso (“mãe, pombinhos!”, “mãe, um cãozinho fofinho!”, “mãe, podemos andar de autocarro?”), demoramos 10 minutos a fazer os meros 500 metros que nos separam do portão do jardim de infância, semáforos incluídos. Paciência. A tarefa, no entanto, é ainda mais difícil quando chove. Pequenos rios, poças enormes, lama: o paraíso para ela! Munidas de galochas cujo cano nunca será alto o suficiente (só se lhe chegarem ao pescoço), e com uma muda de meias na mochila, navegamos três cruzamentos difíceis, um jardim e uma alameda, tentando chegar secas ao destino. Missão cumprida! E porque está na hora de trocar de par – os pés destas crianças crescem rápido! – andei à caça de opções alegres e em conta (todas até 25 euros), desta feita na Amazon. A marca chama-se Hatley, é canadiana e achei os modelos super práticos, por causa das pegas, que ajudam imenso no processo de calçar. O que acham?

Até já!

Anúncios

Tuesday cravings

Padrão
Vestido DVF, no Net-a-Porter

Vestido DVF, no Net-a-Porter

Eu sou daquelas que prefere dar prendas de Natal a mim mesma depois da data, porque os saldos dão uma boa ajuda no processo de “esticar” o orçamento, sobretudo se este for (muito) limitado. Assim sendo, e com uma lista bem estudada, lancei-me na busca de uma camisola quentinha (done), uma parka (done) e um par de botas de cano alto (done mas vão para trás: não servem). De repente, fui interrompida por um vestido envelope DVF, do Net-a-Porter, cujo preço tinha sido reduzido em 70%. Estava fora da lista; o que fazer? O vestido-envelope é um clássico no guarda-roupa de qualquer fashionista. E uma oportunidade destas era de aproveitar!

Pensei: não há no meu número. Pois… havia.

Pensei: não tenho orçamento. Por acaso… tinha.

E como um dia não são dias, mandei-o vir até Lisboa, a pensar: talvez nem me fique bem. Mas fica. Mesmo, mesmo bem. E pronto, esgotei as razões para o devolver. Agora só precisa de um casaquinho azul. E umas sabrinas amarelo-torrado. 😉

Até já!

Fui aos saldos…

Padrão
Saia com folho, na Zara

Saia com folho, na Zara

Depois de um lindo vestido que encontrei no Net-a-Porter (mais novidades em breve), e de “pescar” mais umas coisinhas num outlet da margem sul, dei a minha season de saldos por encerrada. Until

… entrar na Zara outra vez. Encontrei uma parka castanha muito simpática, um gorro da secção de menina (vermelho, tamanho L, reversível, por 4 euros!) e um par de calças de ganga bem catitas. Infelizmente, estas últimas terão de ir para trás, porque o número não era o ideal: isto de ser mãe… diz que engorda! Se calhar, troco-as por esta saia! 😉

Até já!

PS – lembram-se do TAL colar da princesa Kate? Pois ele aí está, online e nas lojas, numa variação com ferragem dourada. No início desta semana, no CC Colombo, haviam vários. Eu já cacei o meu… 😉

DvF – e a mulher criou o vestido

Padrão
Diane, nos anos 70

Diane, nos anos 70

Diane Von Fustenberg é a criadora de moda conhecida mundialmente pelo corte original do vestido que inventou (o vestido-envelope), mas existem muitas razões para se admirar esta mulher de fibra. Nascida em 1946 na Bélgica, os seus pais eram sobreviventes do Holocausto (a mãe esteve em Auschwitz), pelo que a infância foi passada na Europa do pós-Guerra. Depois de estudar economia, em Genebra, casou com um príncipe alemão, que lhe deu o sobrenome Von Fustenberg, com o qual teve dois filhos. Depois da separação, esta mulher de negócios (agora avó) chegou aos EUA em 1970 com uma mão cheia de vestidos de jersey de malha fabricados em Itália (abençoada!), e logo começou a dar cartas no panorama da moda novaiorquina, incentivada pela homónima editora da Vogue da época, Diana Vreeland.

A exposição do percurso de DVF, em Los Angeles

Um look da exposição do percurso de DVF, em Los Angeles

Fundou a sua companhia em 1972 (o famoso modelo “envelope” foi criado em 74), tendo sido um dos maiores nomes da moda das décadas de 70 e 80, fruto das silhuetas fluídas e sensuais que desenhou, e dos padrões geométricos únicos que criou. É dela a frase “Sinta-se mulher, use um vestido!”, que espelhava bem o sentimento de rebeldia face aos “power suits” masculinizados dos anos 80 (que trouxeram para a ribalta os senhores Klein – Calvin – e Armani – Giorgio) e apologia das formas de vestir femininas. Com o crescimento da empresa (perfumes, cosméticos, acessórios), Diane perde parte do controlo criativo e regressa à criação no final da década de 90, incentivada por uma onda de jovens bem sucedidas, que procuram avidamente os seus icónicos vestidos-envelope em lojas vintage. Com a publicação das suas memórias, abre-se um novo capítulo na história da mulher que, a par de Coco Chanel, tem um dos nomes mais reconhecidos na indústria da moda. Em 2005 é eleita presidente do Council of Fashion Designers of America (CFDA), cargo que mantém ainda hoje.

Gwyneth Paltrow e Diane Von Fustenberg - ambas em Diane Von Fustenberg

Gwyneth Paltrow e Diane Von Fustenberg – ambas em Diane Von Fustenberg

Recentemente, uma exposição comemorativa dos 40 anos do icónico vestido criado por Diane foi inaugurada no LACMA, em Los Angeles, e a festa foi abrilhantada pela presença de inúmeras caras conhecidas, do mundo do cinema e da moda, passando por amigos de longa data. Estava mais que na altura de reconhecer a carreira desta senhora!

Até já!