Category Archives: Street Style

O que se usa nas ruas das várias cidades do mundo

Resumo da matéria dada – edição NY

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Dias e dias de neve, a correr de um lado para o outro da cidade (e arredores), frio na rua, calor nos desfiles, gente nua a crashar os desfiles (a sério) e casacos a perder de vista… Começamos com o street style, cortesia de Tommy Ton, e passamos aos desfiles, daqui a nada.

Até já!

Créditos: Style.com

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Saved by the bell

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Calças à boca-de-sino (“bell bottoms”): sim ou não? A resposta nem sempre é fácil, e depende muito, para além do gosto, do tipo de corpo que cada fashionista tem. Quem as usa, por norma, são raparigas mais altas (ainda que a “altura” venha do sapato), de estrutura magra, a quem o formato acentua as curvas e alonga a silhueta. Apesar de serem usadas sobretudo em looks descontraídos e casuais, com um bom blazer e um par de sapatos adequado, podem perfeitamente ser levadas para o trabalho, e até para uma festa – tudo depende da qualidade do tecido e da conjugação de acessórios. Fazem maravilhas em cortes de cintura mais subida – nada de barriguinhas – e camuflam pernas pouco torneadas, o que dá sempre muito jeito. A única regra a não quebrar é a da bainha, que se quer a rasar o chão. Cá em casa, existem vários pares, e são mesmo “todo-o-terreno”. O meu look favorito? Calças creme, com blazer navy às bolinhas, e uma blusa branca. Não falha!

Até já!

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Créditos: Frugal Fashionista

Xeque-mate!

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As carteiras "it" do momento - "Boy", da Chanel - fotografadas por Tommy Ton, em Paris, acompanhadas por uma camisa xadrez

Carteiras Chanel – fotografadas por Tommy Ton, em Paris – acompanhadas por uma camisa de flanela xadrez

Há uns anos atrás estive na Escócia – viagem de comboio desde Londres, pela costa, estadia em Edimburgo por uns dias, visita relâmpago a Glasgow – e adorei cada segundinho. O verde das ilhas britânicas, a simpatia das pessoas, o respeito – quase obsessivo – pela natureza e pela paisagem, os edifícios históricos perfeitamente integrados na modernidade dos dias de hoje, a calma e a limpeza das ruas, são todas boas razões para uma visita. O facto de terem mau tempo durante a maior parte do ano não os desanima, e assim que alguns raios de sol penetram as nuvens, é vê-los rumar aos parques e jardins, estender toalhas e mantas, e espraiar-se na relva, quais plantas tropicais em furioso processo de fotossíntese. Sempre que viajo para a velha Albion, seja em Junho ou Novembro, levo casacos de malha, gabardine, chapéu de tweed e gorro, porque nunca se sabe o que nos espera em termos de meteorologia. Ou melhor, sei: frio. E chuva. E frio com chuva. Por isso mesmo, faz-me muita confusão – friorenta que sou – a resistência dos nativos: é vê-las no metro, às sextas e sábados à noite, de salto agulha e vestido mini, bem decotado, prontas para as saídas noturnas. Eu, por outro lado, pareço pronta para enfrentar as neves Siberianas, com 3 camadas de roupa em cima, e botas. Mais o cachecol, do qual nunca me separo. Mas estou a fugir ao assunto… já adivinharam qual é?

casaco Zara

Casaco Zara

Se houve memória que guardei desta viagem com especial carinho foi a visita a um museu que recria todo o processo de fabrico dos mundialmente famosos tecidos tartans, em lã escocesa, e à loja anexa, onde milhares de padrões podiam ser escolhidos para as mais variadas peças: havia inclusivamente um tartan especial, em homenagem à falecida princesa Diana de Gales. Reza a história que cada um dos antigos clãs desta nação tinha o seu padrão próprio, para se distinguir em tempos de conflito; existem até livros sobre o assunto, que determinam os padrões de cada família, mas parece que não há fundo de verdade nesta informação, refutada pelo eminente escritor Sir Walter Scott, profundo conhecedor da história da nação escocesa. Apesar disso, desde o século XIX que os tartans viraram moda, sendo usados com orgulho por todos os que carregam consigo a herança genética do país, e deram ao mundo a inspiração necessária para os mais variados padrões de xadrez, em lã, algodão ou fibras sintéticas, aplicados em todo o tipo de vestuário. Neste inverno, continuam por aí em força, e dão o mote para combinações originais de glam-grunge, com uma pitada de colegial e travo a anos 90. Quem tem saudades?

Até já!